terça-feira, 20 de setembro de 2016

Cabelos masculinos, tendencia!

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Já parou para pensar no quão importante é o cabelo para a formação do seu estilo? Provavelmente sim, não é?! Mas você sabe quais são as últimas tendências e as mais variadas alternativas para as madeixas crespas masculinas? Se você procurou em revistas, sites e blogs sobre o assunto, provavelmente não encontrou muita coisa. Pensando nisso, montei um resumo sobre as principais propostas quando fala-se em cabelo afro, especialmente para os rapazes:
Black Undercut: o hairdo estabelece o mix entre o Black Power e o Undercut, o corte raspado nas laterais. É uma das tendências mais fortes da atualidade. Uma alternativa que cai muito bem para os adeptos das pontas bem irregulares, dos mini dreads e rastas. Para os mais radicais, algumas versões que lembram o tradicional moicano são ótimas pedidas.
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Nagô Afropunk / Native Braids: a tradicional trança nagô, agora ganha uma leitura mais transgressora. Inspirada no movimento Afropunk, o penteado é rebatizado como Native ou Apache Braids e invadiu os visuais masculinos. Para os mais ousados, vale colocar aquele toque de cor!
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Crew cut: nada mais é do que a versão 2015 do antigo corte asa delta. Ele consiste num visual mais batido no topo da cabeça, que gradativamente fica ainda mais curto nas laterais, formando uma “degradê capilar”. Ideal para quem tem um dia a dia mais corrido e procura praticidade e estilo.
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Flat top: é o verdadeiro “Black Retrô”. O hairstyle tem uma forte referência na cultura dos anos 80, com uma pegada militar fortíssima e cheia de estilo.Quadrado no topo e raspado na lateral, pode ornar muito bem com linhas feitas na navalha. É uma ótima escolha para os crespos que quase não formam cachos, pois para manter a durabilidade do corte, quanto mais armado, melhor.
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“B.B.”(Bald + Bearded): a dobradinha “barba e cabelo raspado” é uma tendência forte e cheia de atitude. O grande barato desse estilo é deixar como ponto de destaque do visual uma barba grande, bem feita e com corte pontiagudo, que afunila o rosto, deixando-o e bem anguloso.
Monsieur Jerome; mj+
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Coqueprático e confortável, é sempre uma opção entre os adeptos das tranças e dreads. Tornou-se um dos penteados masculinos mais “cool” do momento.Experimente também leituras mais “bagunçadas” da amarração!
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Em cores: os cabelos crespos coloridos já são uma febre entre as garotas. Mas agora, a proposta também faz a cabeça dos rapazes ousados que, como podemos ver, lançaram suas versões em cabelos raspados, mechas, dreads, entre outras alternativas. Tudo isso graças ao rapper Wis Khalifa, que após fazer uma mecha loira em seu Black, adquiriu uma gama de seguidores adeptos do seu hairstyle.
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Neo Black Power: clássico dos clássicos! O cabelo Black Power ganhou força no fim dos anos 60, com o advento do movimento negro homônimo, que visava direitos iguais para negros na sociedade, através do empoderamento e da resistência. O cabelo volumoso e arredondado ficou popularizado na figura dos hippies e ícones como Jimmy Hendrix.
Com o passar do tempo, ele ganhou novas formas. Hoje podemos vê-lo em visuais com as mais diferentes texturaspontas irregulares e simetrias diferenciadas. O Black Power bem grande, que gosto de chamar de “super Black”, cheio de movimento, cachos, e com aspecto desabado,  quase atingindo os ombros também tem dado o que falar!
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Usar o seu cabelo crespo não é só um ato estético, mas também político!

O CABELO FEMININO DE 2016 – O PODER AFRO!

Chega de chapinha! Celebre a sua beleza dos pés à cabeça, ou melhor, dos pés aos cabelos.

Chega de chapinha! A palavra do ano é E-M-P-O-D-E-R-A-M-E-N-T-O, um movimento que quebra com todos os esteriótipos e celebra a mulher como ela é, dos pés à cabeça, ou melhor, dos pés aos cabelos.
E o que isso significa?
– Eu estou completamente livre
Significa assumir as raízes, literalmente!

Remar contra a ditadura do fio liso não é novidade, mas a batalha ganha fôlego e mais adeptas a cada ano. Tanto no Brasil quanto na gringa, muitas celebridades já deram seu grito de liberdade capilar e arrasam com os cachos afro há tempos.

O mundo (finalmente) aderindo!

Sheron Menezes, Taís Araújo, Mel B, Janet Jackson, Beyoncé e a irmã, Solange, Rihanna, Willow Smith, são apenas alguns exemplos de guerreiras cacheadas. Cada uma com sua textura, cada uma com sua beleza.
Há também uma enxurrada de it girls botando os cachos pra jogo. No Instagram, por exemplo, é possível encontrar centenas de perfis inspiracionais. No Pinterest, vários boards são dedicados a dicas e truques para cuidar dos cabelos afro e, no Facebook, sobram grupos de ajuda para quem já arrasa nos cachos, quem ainda está chegando lá e até para quem ainda não tomou coragem.
Um dos fatores que unem as hoje cacheadas é o histórico de preconceito. Muitas delas partilham do mesmo passado: seus cabelos eram alisados para atenuar as marcas raciais e, assim, atenuar o racismo.

A decisão do grande corte

Foi o que aconteceu com a cabeleireira Paula Breder. Refém de alisantes e relaxantes por mais de meia década, a maranhense deu seu grito de liberdade há 4 anos, quando finalmente decidiu assumir os cachos.
A ansiedade era tanta que ela nem esperou o cabelo crescer: com apenas dois meses sem química, fez o “big chop”, ou o “grande corte”, que é o ato de cortar os cabelos bem curtinhos para se livrar de alguma química forte, deixando somente o cabelo natural e sem ter que se preocupar com a raiz com textura diferente do comprimento.
O resultado?
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– A cabeleireira Paula Breder antes e depois da transição – Arquivo pessoal

A transição é lenta, minha amiga, MUITO lenta

Esse é o primeiro passo para conseguir o cacho dos sonhos, e o mais difícil também, segundo as cacheadas. Para recuperar os cachos, é preciso deixar de aplicar produtos químicos para que o cabelo natural volte a crescer, ou seja, nada de alisamentos, escovas definitivas ou relaxamentos.
“A mídia pensa que a gente faz isso por modinha, mas não é verdade. Uma transição demora de 9 meses a 1 ano, às vezes mais, e a autoestima fica muito baixa durante esse período. A gente não sabe mais como nosso cabelo é. Passamos por essa turbulência para resgatar nossa identidade, para olharmos no espelho e nos reconhecer como negras, mulatas e termos orgulho”, explica Breder.
Para a carioca Thayná Trindade, 27 anos, o momento da transição foi tão decisivo que teve data marcada: dia 31 de dezembro de 2008.
Após passar a adolescência relaxando os cabelos, a estudante também decidiu pelo “big chop”, e cortou as longas madeixas para que crescessem de forma natural. Hoje, Thayná não tem medo de inovar.
“Depois do big chop, fiquei sem cortar os cabelos até 2014, e eles cresceram muito. Já usei tranças de todas as cores e materiais, já usei dreads, nagô, e agora estou com um alongamento de cabelo crespo, com uma técnica que não agride os fios”,revela.
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– Thayná durante a transição – Arquivo pessoal
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– Thayná atualmente, com a extensão de fios crespos – Arquivo pessoal

Cachos naturais ou permanente afro?

Para Breder, o ideal seria manter os cabelos naturais, e encontrar a melhor forma de mantê-los hidratados e saudáveis.
“Quem cacheia os cabelos artificialmente sofre do mesmo problema de quem alisa: a dependência da química. Todo cabelo tem definição, basta encontrar a forma certa de tratá-lo”, ensina Breder, que tem sua própria linha de produtos naturais para cuidar dos cachos.
E para você, que curtiu as dicas, mas ainda não sabe se larga o formol, inspire-se nos looks que separamos e se enrosque nos cachos, sua linda!

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